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Por um motivo acima de qualquer outro: Angola é quem mais vai crescer economicamente este ano. A previsão é de 27,9 por cento, quando nós por cá suaremos para chegar ao meio ponto. Mas a saúde que abunda na economia falta – e faltará – em áreas tão essenciais como as condições sanitárias.

Para os que todas as semanas esgotam os três voos da TAP e rumam a Angola em busca do negócio que os faça ricos, a epidemia de cólera que alastra em Luanda terá sido um alerta para uma realidade que não pode ser ignorada. Por isso, Portugal tem de tudo fazer quanto antes para que a situação seja controlada o mais rapidamente possível. Porque ao fazê-lo está, além de salvar vidas, a proteger uma peça-chave da economia portuguesa.

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Investidores locais como o BPI, o BCP, o BES, a Galp, a PT, a Teixeira Duarte ou a Américo Amorim devem igualmente ser chamados a contribuir. Seria um péssimo sinal para todos que a viagem que José Sócrates tem agendada a Angola fosse de alguma forma beliscada por esta letal vírgula – a forma da bactéria Vibrio-Cholerae. E a partida está marcada já para Abril.

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