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CAVACO SILVA

A moderação de discurso que adoptou durante a campanha mostrou o homem de Estado mas retirou-lhe votos mais radicais. Venceu. À primeira. Num seguro discurso de vitória reafirmou que quer “um Portugal maior”.

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ALEXANDRE RELVAS

Gestor de sucesso, Relvas é símbolo desse País que Cavaco apontou nas suas “Ambições para Portugal”. O novo Presidente chamou-lhe o seu “José Mourinho”. Relvas dirigiu toda a campanha com mestria.

MARQUES MENDES

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Soube manter-se apagado no apoio a um candidato que precisava de entrar no eleitorado de Sócrates. Pôs ao dispor de Cavaco a forte máquina do PSD. De forma indirecta, soma a segunda vitória eleitoral em três meses.

JOSÉ RIBEIRO E CASTRO

Susteve os impulsos dos que, na direita do seu partido, clamavam por uma candidatura autónoma. A sua coragem política foi premiada. Precisa de encontrar bandeiras para não desaparecer nas sondagens.

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MANUEL ALEGRE

O seu partido desde a fundação da democracia vai exigir a sua cabeça. Tem no bolso mais de um milhão de votos e uma estrutura à espera de ideais. Cabe-lhe decidir quão efémero será este “movimento cívico”.

MÁRIO SOARES

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Aconteceu o desastre que previra para o PS antes de ser candidato: o seu partido perdeu as autárquicas e agora sofreu uma pesada derrota nas presidenciais. Este último combate que teimou travar deixa os socialistas em crise.

JOSÉ SÓCRATES

Deixou-se levar pelo canto da sereia do ‘pai da Democracia’. Perdeu dois em um: pela primeira vez, o PS não elege o Presidente; e vê nascer na ala esquerda um problema chamado Manuel Alegre.

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JORGE COELHO

Simboliza a derrota da lógica aparelhística do PS furada pelo grito de revolta de Alegre. Num primeiro momento tentou ainda fazer a ponte entre a candidatura oficial e o ‘irmão’ desavindo. Sem êxito.

VÍTOR RAMALHO

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Foi dos mais ferozes soaristas na defesa dessa miragem de que não haveria duas sem três. Contribuiu assim para o irrealismo que lançou o antigo Presidente da República para uma derrota sebastiânica.

FRANCISCO LOUÇÃ

Olhos nos olhos, com Jerónimo de Sousa perdeu em toda a linha. Enquanto Jerónimo susteve as perdas para o voto útil, a margem de crescimento de Louçã esvaiu-se no aparecimento de Manuel Alegre.

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