D. Renato II, como se autointitula, concedeu autorização a Cavaco Silva para passar ao largo do seu território, a viagem – fundamental para os destinos do País – ficou salvaguardada, o Presidente lá se foi encontrar com o amigo da Madeira que o trata por ‘senhor Silva’ e as cagarras já têm mais futuro do que o Governo.
De volta ao País real, no mesmo dia em que Cavaco passeava nas ilhas, um homem era retirado das galerias do Parlamento, depois de ter arremessado um chinelo para o hemiciclo antes da votação da moção de censura. Condena-se a atitude, compreende-se a angústia e a impotência de alguém que, aos olhos dos deputados, e alguns sorrisos benevolentes provam-no, valerá menos do que as aves que tanto entusiasmam o Presidente. Fica o simbolismo da ação; como aprendemos com as notícias, nos países árabes um sapato atirado contra alguém é, apenas, o insulto supremo.
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