Ao prescindir de laterais, Chalana deixou bem expressas três ideias: os menos bons do pantel estão naquelas posições, os esquemas tácticos devem permitir que joguem sempre os melhores e, não menos importante, na Luz o Benfica tem de mandar.
Quase sem se dar por isso, Chalana arrumou no mesmo onze cinco jogadores de talento (Miguel, Simão, Zahovic, Nuno Gomes e Mantorras) e ainda deu liberdade a Tiago para continuar a ir à frente. A equipa percebeu a mensagem e pressionou sempre junto da área do adversário. É claro que a boa ideia de hoje pode ser o princípio do fim amanhã. Depende sempre muito do adversário e, sobretudo, do estado de espírito dos jogadores. E aí, que me perdoe Chalana, foi bem mais importante um espanhol na tribuna presidencial do que um português no banco...
No sábado era dia de mostrar serviço e Camacho pôde ver uma equipa. Mais do que três centrais (oportuna a troca de João Manuel Pinto por Hélder), dois ou três médios, um ou dois pontas-de-lança, no futebol de hoje o importante é estar sempre disponível para trabalhar. O resto começa logo a seguir. O F.C. Porto que o diga.
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