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Chama-se “Palanca Bué” e vai fazer sacudir as bundas angolanas na febre dos dias do Mundial.

No tema, Bonga usa todas as sonoridades angolanas para envolver um pouco da história (também social) do futebol angolano, lembrando figuras do passado como Miau (grande capitão do Portugal de Benguela), Santana (que jogou no Benfica), Nando Vieira Dias (também “encarnado” e, depois, da Cuf do Barreiro), Katuto, Valdivino, Kuerra, o Kopé do S. Paulo, e havia dois S.Paulo, o dos brancos e o dos negros, Dinis, Vata, Ndunguidi, Lutukuta, Abel e, com os elemento da modernidade angolana, Akwa e Pedro Mantorras.

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E passa, ainda, Bonga por um pouco da história dos clubes, os da liberdade e da afirmação racial, o Botafogo do Rangel, o Baivina, o Onze Bravos de Kinzau e, naturalmente, o mítico Clube Atlético de Luanda!

“Palanca Bué” vai, pela construção do tema, estimulando Angola em direcção ao golo e para o clímax, recupera Bonga outro grande jogador angolano do passado, Costa Campos, que jogou no Sporting de Luanda e que sempre que fazia mexer as redes adversárias, gritava… “monzo!”, isto é, “golo!”, ou, mais popularmente, “lá dentro!”.

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