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DE FÉRIAS

O passado dia 15 de Julho revestiu-se de um simbolismo inusitado. Naquela data convergiram vários dos temas que têm agitado a vida nacional nos últimos tempos. Foi o último dia para pagar a primeira prestação do Pagamento Especial por Conta (PEC), foi a última sessão legislativa da Assembleia da República, foi o último dia de funcionamento dos Tribunais. Foi também o dia em que muitos portugueses iniciaram as suas férias, imitando deputados e juízes num merecido descanso.

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Depois dos protestos contra o pagamento do PEC, a “montanha terá parido um rato”. Aparentemente tudo correu dentro da maior normalidade. Os contribuintes pagaram a primeira ‘tranche’ do imposto, faltando apenas saber quanto valeu a prestação mediática da senhora ministra das Finanças.

Ainda em relação a receitas e despesas, a “suspeição” levantada sobre a execução orçamental traduz um lamentável exercício de manipulação contabilística, redobradamente inaceitável quando nos recordamos que Manuela Ferreira Leite assumiu a liderança nas críticas à contas feitas pelo Governo socialista.

SERÁ A RETOMA...

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Passou um ano desde que Durão Barroso anunciou aos portugueses que “o País estava de tanga”. O primeiro ministro já mudou o seu discurso. A retoma é possível este ano, diz o chefe do Executivo, apoiando-se nos tímidos indicadores que ampliam a esperança de economistas e empresários. Podemos dizer, com um mínimo de certeza, que depois da “tanga” o País começa a “vestir-se”. Não é ainda um “fato e gravata”, mas uma ‘t-shirt’ e calças de ganga já cobrem a nudez envergonhada de outros tempos.

O indicador de confiança das famílias está a subir, os investidores voltaram ao mercado de capitais com a operação da Gescartão e o consumo privado dá alguns sinais de animação.

INADMISSÍVEL

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Os sinais são bons, mas, infelizmente, a realidade não é tão “cor-de-rosa” para milhares de portugueses. Estou a falar naqueles que perderam o emprego e esperam meses a fio para receber o respectivo subsídio. Não é admissível que, quem descontou para Segurança Social, mês após mês, pontualmente, durante mais de 30 anos de trabalho, tenha que esperar cinco e seis meses para receber o subsídio a que tem direito. E é totalmente incompreensível que os responsáveis continuem a afirmar que nada de anormal se passa no pagamento daquelas prestações.

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