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É preciso ser alguém na vida para reunir um consenso tão brilhante. Ao pensar nisso lembrei-me de José Maria Pedroto, porque só ele conseguiu isto. No futebol português, houve um antes e um depois de Pedroto; 20 anos após a morte do Zé do Boné, há outro marco: José Mourinho.

Não estou a falar só de resultados. Estou a falar de personalidade, de capacidade de intervenção mediática, de com um gesto alterar todo o cenário, de não ter medo do mundo. E falo também de curriculum e de modelos de jogo. Têm em comum a personalidade fortíssima, que não deixa ninguém indiferente. E a aura ganhadora. Houve outros grandes pelo meio, mas não tiveram esta capacidade de influenciar a realidade.

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Dir-me-ão que Mourinho tem 40 anos, que é novo para este pedestal. É um facto, mas não me importo de ficar com o risco.

Gente desta não é – nunca será – amada por todos. Como faz coisas e tem ambição, comete erros e paga por isso. Mas o que faz, o que transmite, é muito mais importante. Nota-se até em equipas que lutam pelo título com o FC Porto.

Entre ambos há outro elo em comum: Pinto da Costa. Não é por acaso...

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