Francisco J. Gonçalves

Jornalista de Mundo

É o fim do mundo

25 de abril de 2012 às 01:00
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Como está em campanha, merece um desconto. É Abril, mas ele não fará uma revolução. Não em Paris. Muito menos em Lisboa. A Europa está ‘orientada' para o abismo e não será Hollande, ou mais uns anos de ‘Merkozy', a travar-lhe a queda.

Quando em 1987 os R.E.M cantavam ‘It's the end of the world as we know it', a crise dos 80 não fizera ruir ainda os ideais de liberdade, igualdade e justiça para todos. Já a crise actual, essa sim, reduziu os nossos valores a retórica. Hoje, na Europa, austeridade é outro nome para a extinção das liberdades e garantias que nos tornaram modelo a seguir. O fim da abastança tornou ‘luxo' a defesa de valores. Já não importa levar as Chinas deste mundo a respeitarem padrões de decência.

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A nossa superioridade moral está reduzida a recordações. Em variantes mais ou menos ‘achinesadas', são agora as ditaduras quem mostra o caminho. O fim do nosso mundo chegou. É a vez dos ‘bárbaros'.

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