Para o bem ou para o mal, num momento de crise profunda como a que vivemos, Passos Coelho consegue a proeza de marcar a agenda política.
Desde a discussão do orçamento na semana passada que não se fala de outra coisa: a "refundação" do Estado, nas suas mais diversas versões, tomou conta do debate.
Há quem critique a jogada de Passos Coelho, mas António José Seguro demite-se das suas funções quando diz que cabe ao Governo definir como se cortam 4 mil milhões de euros da dívida pública.
A insustentabilidade do monstro é há muito conhecida e a questão já nem é aquela que foi debitada pelo ministro das Finanças, Vítor Gaspar: como se verifica no Orçamento do Estado para 2013, o massacre fiscal de que os contribuintes são vítimas não é suficiente para pagar os serviços públicos.
A peripatética defesa do chamado Estado Social por alguns dos seus principais algozes nos últimos 38 anos seria cómica se não fosse trágica. Como é.
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