Infelizmente o caso da Síria tornou bem clara a diferença entre o modo realista e o modo idealista de gerir a política internacional.
Tudo indica que o governo de Damasco terá utilizado armas químicas contra os movimentos rebeldes. Essas armas são proibidas pelas convenções internacionais, dado que o seu poder letal pode facilmente atingir grandes camadas de população civil indefesa. Ora, perante uma violação de tais regras, o que fazer?
A Comunidade Internacional exige uma reação e, em princípio, o Conselho de Segurança da Nações Unidas é a única entidade que pode acionar uma punição que implique o uso da força. Mas a prática só tem confirmado a paralisia crónica desse mecanismo. Por isso o Presidente Obama parece disposto a propor outras vias de maior realismo, reservando-se sempre a última palavra. Quem ganhará tão inquietante braço de ferro?
Há no entanto um pormenor pouco notado. Ao que consta, o uso das armas químicas foi autorizado, sem unanimidade do governo do Presidente sírio Bashar al-Assad, por forças que o apoiam. Se for esse o caso, ainda nos podem chegar algumas surpresas pela estrada de Damasco.
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