O homem a quem Vinicius de Moraes baptizou de "anjo das pernas tortas" foi um dos artífices dos títulos de 1958 e 1962 (nesse caso com Pelé lesionado) e só não fez mais em 1966 porque Hilário não se deixou enganar.
Garrincha dedicou a melhor parte da sua vida a aterrorizar laterais com as fintas imprevisíveis de quem tinha uma perna maior do que a outra. E adorava tratar qualquer adversário por ‘João’, evitando perder tempo a decorar nomes que não eram mais do que um dispensável marido enganado na relação entre a bola e a sua chuteira.
Perante os indecifráveis nomes dos norte-coreanos, ninguém levará a mal se Ronaldo só vir ‘joões’ à frente a partir das 12h30. Mesmo que não tenha as pernas tortas que colocariam em riscoo contrato com a Armani.
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