Mas não vale a pena voltar ao passado porque esta ‘Gabriela’ nada deve à anterior. Ary Fontoura e José Wilker são repetentes de luxo, naturalmente em personagens diferentes, e mesmo tendo perdido agora interpretações únicas – casos de Nívea Maria, como Gerusa, Elizabeth Savalla, como Malvina, e em especial Sónia Braga, insuperável como Gabriela – esta versão honra os pergaminhos da Globo em matéria de novelas.
E a reunião de há dias em casa de Ramiro Bastos, a pedido de um Nacib obcecado com o "quero ser corno não", atingiu um nível sublime, com António Fagundes a leccionar no pátio dos deuses. Quem gosta da arte de representar não pode deixar de ver ‘Gabriela’.
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