Mas o curioso da história é que os discursos de circunstância quase estragaram a festa. É que Kazumi Matsui, presidente da Câmara da cidade que fica na História como primeiro laboratório real do poder arrasador da energia atómica, lembrou ao primeiro-ministro Shinzo Abe que não se pode falar do fim do nuclear enquanto se fazem negócios na área com a Índia, país com um vasto arsenal nuclear militar.
O desaguisado japonês é especialmente oportuno quando circulam notícias sobre novas fugas radioativas na central de Fukushima, destruída pelo tsunami de 2011. Esse acidente está, aliás, a servir a políticos de outras latitudes para atacarem o nuclear até para fins pacíficos. Essa é, por exemplo, uma das cartas de Angela Merkel para as legislativas alemãs de setembro. Merkel oferece como alternativa o poder dos ventos. Ora, os imensos moinhos dos geradores eólicos fazem lembrar, bem a propósito, os que ocuparam as batalhas de D. Quixote.
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