Não o fiz por considerar que o Presidente da República e o Governo violaram os "ideais revolucionários", mas porque a data que ontem celebrou o 39º aniversário pouco mais simboliza do que a deposição (e partida para o exílio) do professor Marcelo Caetano e do almirante Américo Tomás (neste caso com regresso em vida) às mãos de um capitão honesto e descomprometido chamado Salgueiro Maia.
Mais do que "o dia inicial inteiro e limpo" do poema de Sophia de Mello Breyner Andresen, importam sobretudo ao Portugal de 2013 os muitos dias fragmentados e sujos que vieram a seguir, num rodopio de ambições ditatoriais que só não levaram à guerra civil devido ao esforço de defensores da democracia como Ramalho Eanes, Mário Soares, Sá Carneiro ou Adelino Amaro da Costa. Dessa luta resultou o país que temos, com as suas virtudes e defeitos, pelo que somos filhos de um 26 de Abril que ainda hoje urge cumprir, com cravos, rosas ou qualquer outra flor no jarro.
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