F. Falcão-Machado

Embaixador

Finados

02 de novembro de 2012 às 01:00
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São várias as formas que tal ritualismo assume, mas na tradição cristã houve o cuidado de o diferenciar da liturgia do dia de Todos os Santos que a antecede. Essa dissociação explica--se pelo facto de a veneração dos ancestrais ser muito anterior ao aparecimento do cristianismo. Acresce que algumas das expressões mais evoluídas do culto dos mortos não dependem de crenças religiosas, mas de um sentido de respeito pelo significado do passado e pela homogeneidade dos laços familiares.

Neste Dia de Finados – em que com os frios do Outono começa a fazer-se sentir um pouco por todo o mundo uma crise de raízes insidiosas – a memória dos antepassados deve ajudar-nos a encontrar a necessária coragem para resistirmos à adversidade tal como a encontraram aqueles que nos antecederam face aos problemas do seu tempo. Essa magnanimidade, que exige algum estoicismo, poderá tornar mais seguras as rotas sombrias que os ventos da História insistem em nos oferecer.

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