Apesar disso, assiste-se a uma dificuldade generalizada das empresas em, pelas mais variadas razões, dispensarem os seus colaboradores para o cumprimento dos níveis mínimos obrigatórios de formação, caso das 35 horas/ano por colaborador.
Todavia, este é um paradoxo, pois o sector dos transportes necessita pela especificidade da sua actividade de manter um conjunto de competências actualizadas e certificadas para garantir a prestação de um serviço com segurança. Este é de facto um dos valores principais a que acrescem outros, tais como, a sustentabilidade económica, ambiental e social e a qualidade da prestação do serviço.
Não tenhamos dúvidas, o sector dos transportes necessita de uma mudança de atitude, uma maior abertura a novos modelos de organização e funcionamento, que agilize os processos nomeadamente a abertura a um sistema em rede, em que o papel de cada actor chave deve estar definido por forma a criar sinergias e mais valias num todo que se pretende multimodal.
O aperfeiçoamento das competências é um processo dinâmico, um caminho que não se limita a uma fase etária ou estádio de desenvolvimento, sendo a formação, através das suas diversas formas, seja ‘on the job’ ou ‘e-learning’, um factor crítico para fazer emergir competências tão necessárias para apoiar na resposta não só à "crise" como à "mudança de paradigma" em curso, no sector.
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