Teoricamente os trabalhadores não serão prejudicados com a transferência contabilística para a Caixa Geral de Aposentações, mas têm direito a contestar as mudanças decididas pelo Governo em nome de “interesses patrióticos e nacionais”.
Não é a primeira vez que um Gover- no usa a Caixa para resolver complica- dos problemas políticos. Em abono da verdade é preciso dizer que essa é uma tentação de praticamente todos os executivos.
O problema é que o pedido de demissão ontem apresentado por Vítor Martins e Maldonado Gonelha pode ter efeitos prejudiciais para uma instituição que actua num mercado onde a concorrência é muito forte. O mau relacionamento notório que existia no anterior modelo bicéfalo entre o presidente António de Sousa e o presidente executivo Mira Amaral, e que levou à demissão de ambos por parte do Governo de Santana Lopes, atrasou os planos estratégicos da CGD. Agora são mais uns meses de indefinição. Embora a qualidade dos quadros do maior grupo financeiro português não esteja em causa, a verdade é que uma instituição com esta importância para todos os portugueses, não pode ser conduzida com simples navegação à vista.
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