Os diplomas estão desvalorizados. As pessoas não valem pelos títulos escolares, mas pelo que fazem de melhor e diferente. A formação académica de José Mourinho é igual à de qualquer professor de Educação Física escolar. Ninguém, contudo, imagina que algum deles seja pago como o novo treinador do Real Madrid. O que conta é o esforço feito pelo professor de ginástica (ou tradutor) para conquistar êxitos no topo do futebol mundial. O próprio fala em 14/16 horas de trabalho por dia. A estudar, a decidir tácticas, a preparar treinos e a realizá-los. É mais trabalho do que o de sol a sol.
O fundamental para qualquer jovem é possuir os conhecimentos – ensino e educação – que lhe permitam inserir-se na sociedade e distinguir-se. Os títulos feudais passavam de pais para filhos durante muitas gerações. Hoje a mutação social é muito mais rápida e o elevador já não tem a ver com o diploma. Quem pense em Bill Gates ou no artista Cristiano Ronaldo, percebe que facilitar a passagem ao 9º ano não conta para nada. O importante é ter professores que ensinem e pais que eduquem. Transmitindo saber e gosto pelo esforço.
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