Decorrente desse corte, à escola pública sucederia uma resposta privada, diferenciada por graus de qualidade adequados ao nível económico das famílias; o Serviço Nacional de Saúde seria substituído por seguros privados, de acordo com o valor de cada apólice; a Segurança Social daria lugar a produtos de mercado lançados pelo capital financeiro para quem os pudesse comprar.
O adiamento confirma que governo e troika não só não abandonam o corte como não se importam de esperar para que o objetivo se concretize. Não se trata de um adiamento a pensar nas pessoas, mas no resultado, sendo certo que a sua imposição, num tempo curto, teria um impacto de tal ordem violento que o objetivo poderia ser posto em causa. O que se exige não é mais tempo para fazer o corte, mas que ele não se efetue. Se para o conseguir é preciso derrubar antes o governo, pois que seja, derrubemo-lo!
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