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Treze é um número curioso. Habitualmente significa azar, mas para Israel foi, nesse conflito, um número de relativa sorte que muito provavelmente não se repetirá numa nova invasão do território palestiniano.

É que os radicais do Hamas têm hoje mais e melhores armas. Entre outras coisas, porque a desagregação do regime líbio abriu nova fonte de fornecimento bélico. A par desse facto, a Primavera Árabe permitiu ainda que as rotas de transporte do novo arsenal possam agora passar sem entraves por um Egipto dominado pela organização radical islâmica Irmandade Muçulmana, a mesma de onde, em 1987, surgiu o Hamas. Uma das ironias do nascimento desta organização é que Israel a apoiou enquanto a viu como contrapeso à temida e odiada OLP, de Yasser Arafat. Duas décadas volvidas, é com ela que mede forças e, pior, ao atacar o Hamas, Israel corre hoje o risco de pôr fim a décadas de paz com o Egipto, ‘aliado’ árabe que não pode dar-se ao luxo.

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