Em cada face, uma realidade da situação portuguesa: alto défice, muita dívida, máximo desemprego, baixa expectativa, pouco crédito, nenhum crescimento. Lançado à sorte, o resultado será sempre mau.
O governo diz que a sorte mudará com um consenso. A oposição acha que pode haver crescimento com défice alto, quando até nos seis anos de governos de Sócrates o crescimento só subiu quando o défice baixou dos 3% do PIB. Estas retóricas dão a sensação de que o debate político serve apenas os interesses de cada partido ou grupo social e não se interessa, de facto, pelo País. Melhor do que o consenso, seria que entendêssemos o País. Um acordo é sempre visto de forma diferente por cada uma das partes. Discutir o país real enriqueceria a visão da realidade e suscitaria mais opções para melhorar a situação.
As faces dos dados com que Portugal joga o futuro exigem inteligência para conseguir conjugá--las de forma a tirar o País da depressão. É preciso agir com eficácia e não inventar uma qualquer nova Estratégia de Lisboa que prometeu a Europa a liderar o mundo em 2010 e a atirou para o pelotão da recessão.
João Vazredator principal
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