Estes milagres de verão são sempre bem-vindos, mas não justificam grandes comemorações. Seria, aliás, obsceno se acontecessem.
Os tempos que aí vêm aconselham tudo menos os delírios que acompanham as proclamações balofas de retoma, fim da recessão, etc. Basta pensar no tsunami que os funcionários públicos enfrentam em matéria de cortes nas pensões e perda generalizada de direitos para conter o palavreado.
De resto, não se iludam: vai acabar por tocar a todos. Aí, na vocação ablativa do Estado, forte com os fracos e fraco com os fortes, não há milagres.
É sempre a cortar.
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