Carlos Garcia

Presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal

Não medra morre

18 de agosto de 2013 às 01:00
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A Unidade Nacional de Combate à Droga da PJ é o exemplo do definhamento desta polícia.

Esta unidade contribuiu para o brilho mediático de muitos ministros e diretores nacionais, com centenas de detenções e droga apreendida às toneladas. A falta de visão estratégica na PJ é tal que a Direção Nacional não se dá conta de que está a matar a própria galinha dos ovos de ouro. Senão vejamos: a qualidade dos recursos humanos mantém-se.

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O trabalho quase escravo continua. Mas os meios humanos têm vindo a sofrer uma escandalosa razia, em resultado dos que saem (por aposentação ou transferência ), sem substituição. Nas unidades regionais de combate à droga, o cenário é idêntico. Na UNCTE saíram quase duas dezenas de investigadores. Na Diretoria do Norte em finais de 1990, havia um efetivo de quase 50 investigadores para esta área; em 2005, o efetivo tinha descido para menos de 20 e em 2013 situa-se nos 11 elementos.

O caricato é que o discurso interno típico de ‘capatazes’ é de exigência de resultados como se tudo isto não fosse real e não tivesse um efeito desencorajante/desestruturante no trabalho dos investigadores!

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