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Mas aqui há uns anos, nos tempos gloriosos de António Guterres, os socialistas lembraram--se de criar um subsídio de marcha para os empregados do Estado. A coisa era assim. Quem tinha de ir entregar um ofício ou uma encomenda a outro serviço recebia 15 cêntimos por quilómetro se fosse a pé. Chama-se o subsídio de marcha. Ninguém sabe ao certo como é que a coisa é controlada pelos serviços do Estado, mas, enfim, a ideia era muito ambientalista e muito poupadinha. Acontece que agora, no Orçamento do Estado para este ano, o Governo decidiu aplicar um corte na marcha. Em vez de 15 cêntimos, andar a pé dá direito a 14 cêntimos. Um corte de um cêntimo. Inacreditável. O IVA dos sapatos já subiu, o das meias solas também, e o insensível Teixeira dos Santos não perdoa mesmo nada. É evidente que assim já não vale a pena andar a pé.

PRESIDENCIAIS I: JOÃO SOARES DE MÃOS DADAS COM ALEGRE

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Mário Soares fica cheio de urticária quando vê, ouve ou cheira o nome de Manuel Alegre. Percebe-se porquê e o histórico socialista nunca negou os seus sentimentos. E a família compreende e respeita os seus ódios. Da mulher, Maria de Jesus, à filha, Isabel. Mas já João Soares, com a mania de ser rebelde e independente, não liga a essas coisas e anda por aí ao lado do candidato oficial do PS e do BE. E no final do debate com Cavaco Silva, na RTP, era vê-lo muito activo a consolar Alegre. Pois.

PRESIDENCIAIS II: "PRESÉPIO? ERA O QUE FALTAVA!"

O maior presépio vivo da Europa realiza-se em Priscos, Braga. Talvez por isso, o candidato Manuel Alegre foi um dos ilustres visitantes anunciados pela organização. Mas, afinal, o socialista não apareceu no dia 1 de Janeiro. É que o BE admite tudo. Corridas de touros, caçadas e pescarias. Presépios nunca.

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JUSTIÇA: ADIVINHEM LÁ QUEM FOI JANTAR?

Toda a gente sabe que o Partido Socialista adora o procurador-geral da República. E tem razões de sobra para se mostrar comovido e agradecido. Não vale a pena lembrar aqui e agora as muitas ocasiões em que Pinto Monteiro salvou o Governo e o PS de muitos embaraços. Por isso mesmo é muito natural que o ministro da Justiça gaste uns dinheiros do Estado para oferecer um excelente jantar ao senhor procurador no também excelente restaurante A Travessa. Bom apetite aos dois.

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