As equipas de Paulo Bento podem ser mais fracas, mas nunca cheiram a medo. Podem entrar cautelosas, conservadoras, quase demasiado equilibradas, mas nunca cheiram a medo.
A equipa de Scolari, que entrou na final com a Grécia, exalava um absurdo cheiro a medo. O medo cheira-se nos rostos, nos músculos das faces, nos olhos, principalmente nos olhos, antes do início da batalha. O medo derrota.
As equipas que Queiroz lançou no Mundial passado tresandavam a medo. O medo que um líder fraco naturalmente passa aos seus.
A equipa que hoje vai entrar no estádio da cidade onde mais se exalta a universalidade portuguesa pode ser mais fraca do que o adversário, pode estar montada de forma defensiva, mas não irá entrar tolhida pelo medo.
Com Paulo Bento no banco, essa é já uma confortável certeza.
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