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Este caso da publicação de uns ‘cartoons’ em que o profeta Maomé, um dos símbolos do crer religioso islâmico, é associado à atitude terrorista de alguns movimentos políticos reflecte um pouco tudo isto. A propósito de um exercício de mau gosto e de desprezo pelas convicções religiosas de outras pessoas, promovida por um jornal na Dinamarca, chegamos a uma hiper-reacção manipulada pelo fanatismo religioso que está a ter, de forma visível, a colaboração de todos aqueles que apostam na guerra e no terror como resposta à superioridade económica e social dos países ocidentais.

A forma de lidar com este caso passa por arrumá-lo na prateleiras dos acontecimentos medíocres. A sua resolução concreta é no entanto agora um desafio para a diplomacia porque se transformou numa arma de arremesso político – e veja-se como o Irão, a braços com as desconfianças sobre o seu plano nuclear, aproveitou já para apelar a um boicote económico aos produtos oriundos dos países nos quais se publicaram os desenhos.

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Do ponto de vista do jornalismo fica o ensinamento sobre a necessidade de respeitar convicções religiosas. O CM, com esta Direcção, nunca publicaria aqueles ‘cartoons’. A fronteira entre liberdade criativa e irresponsabilidade social deve ser alvo de uma avaliação serena e constante. Há muita gente a pensar pouco e outra tanta a querer aproveitar-se do mau gosto gratuito para atingir a notoriedade.

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