"Consolidou-se nos partidos extra coligação, nas confederações dos patrões e nas centrais sindicais, e ainda nas igrejas e na maioria esmagadora da sociedade civil, que é inadiável renegociar os termos do Memorando de Entendimento – em prazos, em metas, em taxas, em maturidades. E por isso, o PS aceita o desafio do Presidente, desde que o estabelecimento do acordo seja precedido de negociação tripartida, PSD/PS/CDS, primeiro com o Conselho Europeu, depois, para acerto técnico, e ao mais alto nível, com a Comissão Europeia, o BCE e o FMI. Sem isso, é inútil negociar um acordo que pressupõe uma política que o seu mais direto executor, Vítor Gaspar, reconhece ser um completo fracasso."
Tivesse dito isto, e teria sido a isto que os manifestos dos parceiros sociais e dos notáveis se teriam dirigido. Tivesse dito isto e poderia ter mandado calar Alegre e Soares. Tivesse dito isto e teria o PS. Mas mais e sobretudo: era a esperança a renascer.
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