O antigo primeiro-ministro diz-se injustiçado e tenta prová-lo. É tão intenso no seu discurso de vitimização – lembra o quadro do menino que chora –, que quase se corre o risco de cair na tentação de acreditar. A culpa foi toda da crise internacional, dos mercados gananciosos, a não aprovação do PEC IV foi outra das maldades que ditaram o seu fim. Depois, há ainda o seu arqui-inimigo, a mão escondida atrás dos arbustos que rouba o lanche da inocente criança que passeia na floresta da política.
Quanto ao futuro, o aluno de Filosofia afirma com ar sério não ter nenhum plano para passar à vida política ativa, recusa ser candidato a Presidente da República ou, de novo, a primeiro-ministro. Esta é a sua História, deixemos o tempo escrever a outra.
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