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Escreveu Chagas que "fazer vingar a causa do povo em Portugal é operar uma obra de prodígio. O povo não está feito. É fazê-lo. Não é ressuscitá--lo. Ele nunca existiu".

Ouvir e ler Soares e Alegre, com as suas previsões pré-apocalípticas de um povo sempre à beira da rutura e da revolução – mas só contra o atual governo, porque os anteriores do PS de José Sócrates foram magníficos – faz-nos recuar aos tempos da I República.

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Como provam as sucessivas sondagens ou a profunda deceção da última manifestação da CGTP na ponte mas, sobretudo, o rotundo fracasso da passeata contra a troika, esse povo só aparece nos sonhos húmidos de alguma esquerda derrotada em Portugal.

A verdade é que todos já perceberam que o povo de Mário Soares e Manuel Alegre não existe, nem nunca existiu, ainda que eles o tentem inventar.

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