Há até quem tenha dúvidas sobre a necessidade da protecção do segredo de justiça num caso destes, de reabertura de processo – vide ontem o dr. Rui Rangel, em declarações à RTPN –, mas parece-me que o ‘crime’ do Sportugal.pt – o ‘site’ que publicou o documento – é apenas um dos lados. O outro é que o essencial do despacho já estava na imprensa na véspera. E Pragal Colaço, advogado de outro dos arguidos no mesmo caso, queixou-se precisamente de ter sido notificado pelos jornais, porque a carta do tribunal só lhe chegou depois. Mas, em relação a esta queixa, a PGR não se mostrou tão incomodada.
Nestas crónicas de bons malandros, em que o próprio procurador-geral já dissera que não sabe como fazer para defender o segredo de justiça, há muitas coincidências. Não ignoro que o ‘site’ publicou o despacho na íntegra mas, aparentemente, ele terá pouca mais relevância do que o essencial. Os culpados são sempre os jornalistas, outros bons malandros. Mas há mais.
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