Francisco J. Gonçalves

Jornalista de Mundo

Os dilemas de Obama

10 de julho de 2013 às 01:00
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O dilema egípcio do presidente Barack Obama dá-nos nova oportunidade de lapidar o ‘grande satã’. Obama tenta manter equidistância em relação às fações, sem chorar Morsi, porque o povo nas ruas pediu a deposição; mas sem louvar o golpe militar, porque subverteu a democracia.

Como disse um diplomata, os avanços e recuos de Obama parecem dizer que "são as ruas egípcias a ditar a política dos EUA". E não se estranha que sejam. No Egito como na Síria, é difícil escolher o ‘lado certo’ do conflito. É até complicado escolher o lado conveniente. No caso egípcio, apoiar o regresso da ditadura militar, mesmo sob novas vestes, é atirar achas para a fogueira do radicalismo islâmico. Mas dizer sim a Morsi, que num ano de poder tentou enraizar nas leis os princípios antidemocráticos e retrógrados da sharia, é cortejar o inimigo. Seja qual for a posição de Obama, uma coisa é certa: será devidamente vergastada.

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