O Gil quê?” Perguntou-me o meu amigo sueco, no sábado, ao ouvir na abertura dos noticiários da TV que o Benfica perdera com o Gil Vicente, em casa, por 0-2. Tentei explicar-lhe a coisa dizendo que este Gil Vicente que ele não conhecia era um dos líderes do campeonato! Claro que esta ‘explicação’ não a podem dar o sr. Vieira nem o sr. Veiga aos adeptos do Benfica, por cujas expectativas eles têm andado a puxar há três anos, e que, pelo que se vê, vão a entrar no 3.º ano sucessivo de sofrimento.
Sim, porque futebol assim, com promessas diárias de sonantes contratações, que se arrastam e depois se esboroam todas como castelos de areia, não é espectáculo – é sofrimento. Nem o ‘acidental’ título que Trapattoni lhes pôs a época passada no colo, lhes serviu de lição ou lhes travou as fanfarronadas. O Benfica e os seus adeptos são hoje objecto de anedotas e gracinhas. E não me venham agora culpar o Koeman (sem ovos…) ou o anti-futebol: a equipa continua curta, não tem armador de jogo nem goleador. Os tais dois reforços que, desde há meses, estão para chegar todos os dias…
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