Só podem estar a gozar com o pagode todos aqueles que, por estes dias, têm exaltado as enormes virtudes da RTP, acrescentando que está à beira de dar lucro. Esquecem-se, por exemplo, dos 345 milhões que ainda em 2012 foram injectados nos canais públicos.
O único ponto digno de debate é a manutenção da chamada contribuição audiovisual, que irá configurar uma espécie de nova parceria público-privada para a televisão. Porque não se trata de uma taxa qualquer: são mais de 140 milhões de euros por ano.
A ideia lançada pelo economista António Borges só pode ser vista como um atestado da profunda decadência da RTP. Pelos vistos, nenhum operador privado está disposto a gerir o admirável serviço público se não for pago a peso de ouro.
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