Armando Esteves Pereira

Diretor-Geral Editorial Adjunto

Paradigma fiscal de 'Ghob'

10 de agosto de 2010 às 00:30
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A história fiscal do ‘rei Ghob’, como se auto-intitulava, é ilustrativa da economia paralela, que foge aos impostos sem consequências relevantes. O ‘rei dos gnomos’ deve cerca de dois milhões de euros, mas a Administração Fiscal sabe que nunca vai recuperar esse dinheiro, simplesmente porque o sucateiro de Carqueja não tem qualquer bem em seu nome. Só se um dia herdar algum bem do pai é que o Fisco pode penhorar. O facto de constar da lista em que estão outros nomes mediáticos, como o empresário Vítor Santos, o conhecido ‘Bibi do Benfica’, um dos maiores promotores imobiliários de Lisboa, não alterou a rotina do contribuinte Francisco Leitão. Continuou a fazer negócios sem se preocupar com esses pormenores fiscais, que constituem uma das principais dores de cabeça para qualquer empresário. Mas a julgar pela lista do Fisco há milhares de contribuintes como o ‘rei Ghob’, empresários por conta própria, gerentes de empresas quase fictícias, que vão fintando o Fisco.

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