Vivemos apanhados por uma espécie de elefantismo: megaprocessos na justiça, mega-reformas na saúde e ensino, mega-investimentos públicos, uma administração monstro. Pequeno é só o crescimento económico, a melhoria das condições de vida, o desenvolvimento da cidadania. O novo líder do PSD, Passos Coelho, alinha na mania das grandezas. Proclamou como prioridade a revisão da Constituição. Sabe-se que não se muda a sociedade por decreto. Mas ele não quer ser modesto, apesar de ser isso de que o País precisa.
Portugal não tem de repetir o erro do Convento de Mafra quando estava cheio de ouro do Brasil. À maneira de D. João V a comprar carrilhões, já tínhamos encomendado duas constituições. O futuro indica outro rumo. Com a globalização triunfam as nanotecnologias, as mini e microempresas. O Estado moderno só pode à medida. Grande Estado tinha a União Soviética e implodiu. do que o País precisa é de pessoas que pensem, resolvam os problemas com autonomia. A dificuldade está em encontrar quem queira ser modesto por um Estado modesto.
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