Talvez mais necessário que noutro tempo qualquer em democracia. E é o garante da independência do governo. Provavelmente mais essencial agora que jamais. Muito haveria a dizer sobre a necessidade de um serviço público , e, claro, da sua melhoria.
Nada, porém, para o qual o relatório do grupo de estudo para a RTP e Lusa contribuísse, lembra-se? Enfim, para além desta questão essencial, a verdade é que, seja qual for a opinião sobre este tema, a forma como o executivo a está gerir ultrapassou todos os limites.
É inaceitável que seja um consultor pago, António Borges, a apresentar a operação. O mínimo respeito exigiria que fosse o governo a explicá-la. Bem esmiuçadinha, sff. Já a ideia de entregar os 140 milhões de euros que a RTP arrecada a quem a comprar é obscena.
Trata-se de financiar o grupo que deterá a televisão pública. E de privatizar o dinheiro dos contribuintes. É o fim da linha. Só falta privatizarem os próprios portugueses.
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