Nos EUA, onde os anúncios de tempo de antena são pagos, meia hora de televisão é um luxo que custa milhões de dólares. Mas dinheiro é o que não falta a Obama. Porque rejeitou o financiamento público, o candidato pode solicitar donativos privados ilimitados. Até agora, recebeu 600 milhões de dólares.
John McCain, optando pelo financiamento público, apenas conseguiu 85 milhões. Resultado: Obama inunda as televisões com anúncios, particularmente nas cidades, onde o mercado publicitário é mais caro. McCain não pode competir.
A campanha de Obama mostra como o ‘mercado eleitoral’ pode ser desvirtuado. Mostra como os recursos descomunais impedem que a mensagem do candidato mais ‘pobre’ chegue ao eleitorado. A Democracia nada ganha com esta situação, que, como sabemos, não é um mal exclusivamente americano.
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