Armando Esteves Pereira
Diretor-Geral Editorial AdjuntoPurgatório neorrealista
08 de abril de 2013 às 01:00A empregada da gasolineira conta que muitos dos fregueses metem sete euros de gasolina e até cinco, mas recentemente um habitante só meteu 1,75 euros, o recorde. Um exemplo prático do ajustamento da procura interna que a austeridade provocou. Mas Purgatório é todo o País, onde a recessão destrói empregos e riqueza, enquanto a dívida pública galopante ameaça tornar-se incobrável. Os mais pobres já vivem no inferno enquanto a classe média asfixiada pelos impostos definha. A narrativa sobre Portugal está cada vez mais neorrealista, com Grândola na banda sonora.
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