Há muito não vejo ninguém tão criticado. Gozadores perguntam se foi mesmo Ronaldo quem entrou em campo ou se, por um descuido da comissão técnica, não foi o impagável Bussunda, do ‘Casseta e Planeta’, que se infiltrou no vestiário brasileiro e, sem que ninguém notasse, acabou jogando.
Outros comparam a actuação “fenomenal” às de Romário, aos 40 anos, e a maioria ainda complementa, dizendo que o Baixinho “pelo menos, dava umas corridinhas e fazia uns golzinhos”.
Até na cúpula da CBF surgem críticas, por enquanto, veladas. Comenta-se que o presidente Ricardo Teixeira já estaria irritadíssimo com o ‘Fenómeno’ desde que ele se envolveu naquele triste bate-boca com o presidente Lula – pois a videoconferência fora planejada pelos cartolas, para agradar ao Planalto e facilitar o trâmite político dos projectos do futebol em Brasília.
Ronaldo vive, indiscutivelmente, um inferno astral só comparável ao que viveu, antes da Copa de 2002, quando seu joelho se desmanchou, ao vivo, num jogo da Internazionale de Milão. Daquela crise, ele emergiu para a glória do pentacampeonato. Será capaz de dar, novamente, uma espectacular volta por cima?
Como naquela época, poucos crêem nisso. O técnico Parreira, porém, é um deles – o que lhe garante, no mínimo, mais uma escalação. Que venha a Austrália, e o veredicto decisivo sobre o ‘Fenómeno’. Fica ou sai?
AS OPÇÕES DE PARREIRA
Se Ronaldo voltar a jogar mal diante dos australianos, Parreira terá de aproveitar o jogo contra o Japão para tomar uma decisão importante. Mantém o ‘Quadrado’, com Robinho, ou escala mais um jogador no meio--campo, avançando Ronaldinho Gaúcho para o ataque?
As dúvidas são muitas: se resolver reforçar o meio-campo, pode optar por Juninho (numa solução mais ofensiva) ou por Gilberto Silva (num esquema mais cauteloso).
Não custa lembrar: o primeiro jogo da fase de mata-mata deverá ser contra a Itália ou a República Checa. Pedreira...
Não foram somente Ronaldo e Adriano que jogaram mal na estreia. O Brasil não teve praticamente nenhuma jogada pelas pontas, por culpa dos laterais, que foram discretíssimos no apoio. Se o time continuar embolando, pelo meio, qualquer centro-avante, pesado ou não, terá problemas.
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