As previsões no mesmo contidas mais não são do que um exercício de vontade que não terá nenhuma correspondência com a realidade. A exemplo, aliás, do que sistematicamente tem acontecido com todas, repito, todas as previsões que tem apresentado.
Independentemente deste problema de base, as propostas nele inseridas são justificadas como sendo o único remédio para enfrentar a doença de que padecem as Finanças Públicas Portuguesas.
Quem assim fala e escreve ignora ou esquece que nem todos os remédios adequados para tratar determinados sintomas servem para quaisquer que sejam as doenças que os provocam.
O dengue é exemplo típico. A febre e as dores que causa não podem ser tratadas, como habitualmente, com aspirina, porque esta, ao aumentar a fluidez do sangue, não pode ser usada quando há risco de hemorragias. O doente pode esvair-se em sangue!
Assim o Governo: ao prescrever austeridade sobre austeridade, sem cuidar das consequências sobre a economia, só pode provocar insustentabilidade nas contas públicas. Será que, com exemplo tão simples e evidente, serão capazes de entender?
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