Foi uma greve decidida pelos patrões – que como se sabe é coisa proibida por lei. Foi, ainda, uma greve contra o País. Estes patrões defendem certamente uma economia liberal. Mas são liberais de uma espécie muito comum em Portugal: o mercado é que é bom – e melhor ainda se o negócio for protegido e subsidiado pelo Estado com o dinheiro dos contribuintes.
Os piquetes de greve comportaram-se como vulgares salteadores de estrada: emboscaram quem insistia em trabalhar – e não calaram ameaças: ‘é melhor encostar se não quer ter problemas’. Revoltaram-se contra a GNR – como se quisessem fazer dos agentes da autoridade uns ‘jagunços’ ao seu serviço.
Julgaram-se os donos das estradas. Tinham a força do seu lado. Sabem como poucos os prejuízos incalculáveis que podem causar: postos de combustível secos, prateleiras dos supermercados vazias, fábricas paradas sem matéria-prima. Mas faltou-lhes o mais importante: a razão.
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