Por causa da goleada socrática, cavaram-se trincheiras em que muitos se enfiaram, armados até aos dentes. Todas as jogadas são legítimas, sobretudo as mais baixas.
Vigora o princípio do quanto pior – para o outro lado – melhor. Os portugueses são vítimas de um confronto entre claques enfurecidas.
Insultam-se as instituições e os seus principais protagonistas. O Presidente da República tem sido um dos alvos deste fanatismo. Porque será que alguns insistem em gritar ‘fora o árbitro’ quando a responsabilidade é dos jogadores?
Com outro a apitar, já Passos Coelho tinha caído. Vamos em 25 executivos e 18 primeiros-ministros em 39 anos de democracia. Uma média de um governo e meio por ano. Valeu a pena mudar tantas vezes?
Eleições antecipadas apenas pioram a situação. Há que aplicar uma evidência do futebol à política em Portugal: os clubes que mais mudam de treinador são os que têm piores resultados no final do campeonato.
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