Campeão – O empate caseiro do FC Porto frente ao Sp. Braga foi mero soluço no meio da ‘bebedeira de azul’ que marca a época. A segunda volta dos dragões foi imperial. E Jesualdo Ferreira foi o grande vencedor desta Liga.
Vice-campeão – Em Alvalade também há um tetra… vice-campeão. Não fosse um ‘detalhe’ chamado FC Porto e Paulo Bento seria o maior treinador português de todos os tempos, em matéria de campeonatos ganhos. Assim... arrisca-se a ser eterno segundo.
Zona europeia – Pelas sumptuosas apostas feitas, o Benfica é o grande derrotado. Acaba a Liga, na Luz, com 30 mil adeptos de pé a aplaudir um técnico que andou um ano para se fazer entender: primeiro aos jogadores, logo a seguir à tribo do futebol (os portugueses até ‘pescam’ castelhano, mas o dele é macarrónico). Eis o retrato de um clube em crise de identidade; no quarto lugar termina o Nacional, melhor classificação do clube igualada e consagração do goleador-mor da Liga. Manuel Machado é outro dos vencedores da época; o Braga fecha o pelotão europeu e talvez pudesse ter feito melhor, num ano em que Jorge Jesus foi considerado ‘urbi et orbi’ a quinta-essência do futebol doméstico.
Zona da descida – Passando por cima da zona cinzenta, chega-se rapidamente ao fundo, do qual não conseguiram fugir Trofense (um estreante) e Belenenses (um histórico). Não foi na Luz que os azuis baixaram à Honra, foi nas 29 jornadas anteriores. Pode ser que ainda se safe, pela via administrativa, caso um qualquer E. Amadora seja punido com a descida, à luz das últimas decisões sobre incumprimentos salariais. No futebol português há sempre um alçapão para fugir de onde se julga não haver fuga.
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