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Aí, onde a maioria segue pacientemente a passo de caracol, são muitos os condutores que optam por entrar na estação de serviço de Oeiras, apenas para sair umas centenas de metros – e outros tantos veículos – mais à frente, sem parar. Nem sequer se pode dizer que estejam a furar a fila, como bastas vezes faço no regresso a casa nessa mesmo A5, trata-se mais de um atalho, da oportunidade irresistível de passar à frente, sem fazer mal a ninguém.

A vida dos portugueses é assim, feita de atalhos, jeitos e cunhas. Não é defeito, é feitio, e assim se faz o caminho de cada um. Mas um país, ao contrário de uma vida, não se constrói com atalhos, precisa de avenidas largas que o abram a novos mundos. O sistema de ensino deveria ser uma dessas avenidas, mas longe vão os seus dias de fulgor e se continuar a mirrar, em breve será só mais um atalho.

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