A actual luta é a fuga à despromoção e os seus adversários directos são Olhanense, Moreirense, Beira-Mar e Nacional. O que reflecte a realidade: o Sporting não joga mais do que eles; que é o que mais me impressiona nesta equipa: a desoladora incapacidade de se superiorizar (em jogo jogado) a qualquer adversário - mesmo o mais minorca. Excepção feita à goleada aos brincalhões do Horsens para a Liga Europa (5-0), o Sporting não foi ‘grande' (assertivo, dominador, confiante e autoritário) em nenhum de todos os restantes 13 jogos. E há outra constante nas actuações dos leões: é tudo em esforço, em sofrimento e em sacrifício. Uma agonia continuada. Acontece que isto já não é só da fase. É reflexo do clube.
Da falta de ‘escola', de uma cultura de vitória, de exigência; da acomodação à derrota, aos falhanços. O Sporting deixou de se comportar como um grande há muito tempo e é natural que esteja a sofrer angústias típicas de pequeno. Portanto, não se peça ao pobre Vercauteren que resolva numa semana uma maleita que é estrutural. O próximo adversário do Sporting é o Braga (mais dez pontos): um jogo terrível para Franky: uma derrota e o Sporting até pode baixar para último. Ainda mais longe vão FCP (20 pontos, golos: 22-5) e SLB (20; 22-6), quase como almas gémeas. É uma diferença grande, muito maior do que aquela que, neste momento, separa o Sporting do Sporting B. Já agora: não se pode trocá-los?...
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