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Passos Coelho deu-se conta, no entanto, de que essa atitude seria logo aproveitada por quem quer mudar de governo, além de o expelir do regime consagrado no mundo civilizado da separação de poderes. Ficaria ainda mais sozinho. Deste modo, recuou no anúncio da manobra que deixaria eufóricos os seus críticos, na véspera da discussão da moção de censura do PS.

A moção de censura do PS, assim como a divulgação da carta que A. J. Seguro escreveu aos responsáveis máximos pela troika, acentua este clima de prevenção antes de novos acontecimentos. Partindo do princípio de que "a crise política já existe", o PS prepara-se para qualquer eventualidade, e o calendário de abril é-lhe favorável, com a eleição do secretário-geral e a realização do congresso estatutário, momento propício ao desenvolvimento de medidas alternativas à governação. Ora, o PSD situacionista anseia por um regime governamentalista que sirva de correia de transmissão da troika, sem interferências da AR, do PR, e do e. Daí a procura de antídotos domésticos que anulem essas entidades.

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Neste contexto, o pedido de demissão de Miguel Relvas, um dia depois da moção de censura, ainda é um serviço que este presta a Passos Coelho, na medida em que só podia prestar um último. Porém, o que se prevê depois da demissão é a desagregação do executivo.

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