Apesar do carisma e talento inegáveis que possuía, Jim Morrison não é insubstituível. Mas também não é isso, certamente, que os seus antigos companheiros pretendem ao regressar com Ian Astbury como vocalista. Ray Manzarek e Robby Krieger querem mesmo tocar as composições que também são suas, responder ao apelo dos fãs, mostrar às novas gerações temas incontornáveis da história da música. E prestar tributo ao imortal ‘Rei Lagarto’.
Fátima Vilas-Bôas, Editora de Cultura & Espectáculos
Ver, em palco, os Doors sem Jim Morrison é o mesmo que os Rolling Stones cantarem ‘I Can’t Get No (Satisfaction)’ sem Mick Jagger. Já agora, só falta Paul McCartney e Ringo Starr juntarem-se em palco passando em revista o reportório dos Beatles. O regresso dos Doors mais não é do que uma busca ávida de dinheiro. Qual tributo a Jim Morrison, qual carapuça! Não há bandas carismáticas. Há, isso sim, artistas com carisma. E, nessa matéria, Morrison é insubstituível.
Rogério Chambel, Subeditor de Sociedade
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