A primeira viagem do gato Augusto Gil para lá das traumáticas visitas ao veterinário, a dois quarteirões de casa, foi uma odisseia no desconhecido, com cada curva, travagem e aceleração a anularem o alegado efeito relaxante de um spray de feromonas felinas.
Chegado a uma casa desconhecida, sem imaginar que a habitará apenas durante uma semana, tratou de encontrar esconderijos para iludir perigos reais e imaginários, demonstrando que o agravamento (ainda que temporário) das condições de vida aproximou-o dos compatriotas humanos, também eles forçados a encetar uma viagem com destino a um futuro em que têm garantidos mais impostos, menos reforma e mais anos de trabalho.
Todos os portugueses, mesmo aqueles que já sabiam que os swaps não envolviam trocas de casais, são como um gato enfiado no banco de trás de um automóvel. Mas no caso deles é por muito mais do que uma semana.
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