Octávio Ribeiro

Um Jesus do apocalipse

03 de março de 2012 às 01:00
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O angolano tinha já um cartão amarelo e ainda um total desconhecimento da posição. Vítor Pereira estava a ensaiar tons agudos. Agudos de mais. Mas Jesus aguentou aquele voo do técnico portista, que assim ameaça entrar para a história dos tenores da bola indígena. Jesus revelou um génio – Vítor Pereira.

O risco, mais do que de Villas-Boas, era digno de um Mourinho dos jovens dias. Uma loucura que só pode dar certo se, do outro lado, estiver um mister bloqueado pelo stress. E Djalma por ali planou com o seu amarelo sem que a equipa do Benfica, em mais de meia hora de jogo, colocasse alguma pressão extra naquele flanco tão vulnerável.

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Vítor Pereira arriscou agudos que a sua voz não alcança. Jesus pôs-lhe a mão por baixo, com uma cegueira táctica que fará dele um merecedor da derrota no campeonato.

Nem tudo está perdido para o Benfica? Claro que não. Do outro lado está o pior FC Porto da última década. Mas, a partir de ontem, vai ser muito mais difícil vencer aquela equipa, liderada por um génio. Um tenor que não desafina. Pelo menos quando tem do outro lado este Jesus, mais apocalíptico do que o livro do Novo Testamento.

SOBE: PAULO FUTRE

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A sua prestação televisiva merece honras de canal aberto, logo a seguir às novelas. Isso e um pouco de sinopse pensada fariam de Futre o melhor canhoto de sempre na TVI.

DESCE: ÁLVARO S. PEREIRA

Foi mais uma semana de péssimas notícias. O desemprego galopante e a falta de perspectivas para os jovens acentuam a ausência de um real ministro da Economia.

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