José Rodrigues

Grande repórter

Um país, não uma empresa

19 de agosto de 2013 às 01:00
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Era previsível, e até compreensível, algum ‘fogo de artifício’, pois foi a primeira subida assinalada em mais de dois anos. Já previsível, mas não compreensível, foi o aviso que Passos Coelho dirigiu ao Tribunal Constitucional (TC) sobre o risco de o País ‘andar para trás’ em caso de novo ‘chumbo’, isto na mesma semana em que o Presidente da República enviou o diploma da requalificação dos funcionários públicos para fiscalização preventiva.

Visivelmente encadeado com a fraca e trémula luz que vislumbra no caminho traçado para o País, o primeiro-ministro comporta-se, mais uma vez, como ‘pirómano’ das relações entre órgãos de soberania com a sua inaceitável pressão sobre os juízes do TC, que, convém lembrar, são chamados a decidir sobre direitos fundamentais dos cidadãos e não a ‘ajudar’ a fazer orçamentos de Estado.

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Passos Coelho argumentou que o que as empresas fazem quando não há dinheiro é reduzir pessoas e baixar salários, mas o Estado não o pode fazer por razões constitucionais. Pois não. É que o País não é nenhuma empresa…

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